Ingredientes termogênicos que aceleram o metabolismo

Sabemos que os alimentos termogênicos são aqueles que ajudam na queima de gordura. Isso porque esse conjunto alimentar acelera o metabolismo e aumenta o gasto calórico em até 5%. Segundo o nutrólogo do Hospital Villa-Lobos, André Veinert, esses alimentos possuem a capacidade de promover um maior gasto energético, já que sua ingestão constante permite que o organismo trabalhe em um ritmo mais acelerado do que o habitual. Assim, como o organismo tem mais dificuldade em digerir esses alimentos, a temperatura do corpo aumenta, resultando em um metabolismo mais acelerado com alto gasto de energia.

  1. Gengibre: Alimento com baixo valor calórico, rico em vitaminas B3, B6 e C. Possui ação antioxidante.
  2. Água: A água é fundamental para o bom funcionamento do sistema digestivo, respiratório e cardiovascular, auxilia na eliminação de toxinas do organismo e na regulação térmica, e atua em diversas reações de digestão e absorção de nutrientes. Ingerir água fria faz com que o corpo trabalhe mais para adequar a temperatura da água à temperatura corporal, este processo acelera o metabolismo.
  3. Chá verde: O chá verde possui substâncias antioxidantes que agem no combate ao envelhecimento das células, colaborando assim para a prevenção de doenças como alguns tipos de câncer. O chá verde auxilia na perda de peso devido à cafeína presente em sua composição, que influencia no aumento da velocidade do metabolismo.
  4. Laranja: Rica em água e vitamina C, com baixo teor calórico, a laranja auxilia na regulação da insulina, hormônio que em elevadas concentrações geram um maior acúmulo de gorduras. Mas não exagere, pois em grandes quantidades ela pode ser bem calórica.
  5. Brócolis: Alimento rico em vitamina C e cálcio. Colabora para uma diminuição na porcentagem de gordura corporal por possuir grandes concentrações de ácido alfa-lipoico, que assim como a laranja, também auxilia na regulação dos níveis de insulina.
  6. Pimenta: As pimentas possuem uma substância chamada capsaicina, estudos mostram que esta substância traz vários benefícios à saúde, dentre eles o estímulo ao sistema nervoso simpático que libera mais catecolaminas, levando a uma diminuição do apetite e como consequência a diminuição da ingestão calórica.
  7. Nuts: Ricas em ácidos graxos monoinsaturados, como o ômega-3. Aumenta o metabolismo, protegem o coração e auxiliam em outras funções do corpo.
  8. Canela: Esse pozinho milagroso reduz o acúmulo de gordura, melhora o ânimo e por ser rica em fibras, ainda diminui o apetite.
  9. Café: Potencializa a queima de gorduras e também estimular o sistema nervoso central, melhorando o desempenho nos exercícios físicos.
  10. Guaraná em pó: O guaraná é composto por até 8% de cafeína, mais que o próprio café que possui até 2,5%. Ele funciona melhorando o cansaço, e dando uma energia a mais para os treinos, os resultados são bem parecidos com o da cafeína.

    “Os alimentos possuem mecanismos de ação diferentes, o gengibre por exemplo, age como anti-inflamatórios, uma vez que a obesidade está diretamente ligada à liberação de algumas substâncias inflamatórias no organismo”, explica Veirnet. Segundo ele, os termogênicos agem nessa cadeia, impedindo a liberação de tais substâncias e prevenindo a obesidade.

 

Fonte: Matéria de Amanda Preto, SportLife

Veja a matéria aqui.

Cefaleia tensional e enxaqueca: dor latente

Existem  mais de 200 tipos de dores de cabeça, porém, as mais comuns são a enxaqueca e a cefaleia tensional. Estima-se que cerca de 90% da população adulta sofra com episódios frequentes

Ter qualquer tipo de dor é um problema, mas quando ela é na cabeça, parece que o incômodo é ainda maior. Ela acaba prejudicando o andamento das tarefas do dia a dia e faz com que a pessoa recorra aos medicamentos para aliviar a tensão Mas é preciso cuidado, nem toda dor de cabeça é igual e alguns sintomas específicos servem de alerta para distingui-las.

Segundo a médica neurologista, membro titular e vice-coordenadora do departamento científico de cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Dra. Celia Roesler, existem mais de 200 tipos de dores de cabeça e, dentro deste universo, elas podem ser classificadas em primárias e secundárias; sendo que as primárias são a própria doença e as secundárias são as dores de cabeça que ocorrem como sintoma de outra doença (por exemplo, sinusite, meningite, tumores cerebrais, aneurismas, etc.). “As dores de cabeça mais comuns são: enxaqueca, cefaleia em salvas e cefaleia do tipo tensional.”

Além disso, o neurologista do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, Dr. Flávio Sekeff Sallem, explica que as cefaleias primárias dividem-se em enxaqueca ou migrânea, cefaleia tipo tensional, cefaleias trigêmino-autonômicas, sendo a mais comum a cefaleia em salvas, e outros tipos mais raros, como cefaleia hípnica, cefaleia do esforço, cefaleia por atividade sexual, cefaleia em facada primária, cefaleia em trovoada primária, etc.

Outro ponto destacado pelo neurologista do Hospital Santa Catarina (SP), Dr. Rogério Adas Aires, é que a maioria das dores de cabeça é considerada primária, sem causas definidas. “O mais comum é a cefaleia tipo tensional e a enxaqueca, que atingem cerca de 80% das pessoas.”

 

CARACTERÍSTICAS DE CADA UMA

Cada dor de cabeça, como mencionado, tem uma característica diferente e a Dra. Celia orienta como cada uma se manifesta e qual é o público mais acometido:

• Enxaqueca: essa é a dor de cabeça mais rica em sintomas. Mais comum em mulheres e pode ser hereditária. Geralmente, ela é  pulsátil e pode acometer um lado da cabeça, mas quando muito forte, também pode atingir os dois lados da cabeça ou a cabeça toda; pode durar de quatro a 72 horas e vir acompanhada de náuseas ou vômitos, intolerância a luz, cheiro, movimento e barulho. É uma das dores de cabeça mais incapacitantes, pois interrompe os bons momentos da vida.

Dentro desse cenário, também existe a enxaqueca com aura e sem aura; ambas têm os mesmos sintomas já descritos anteriormente, mas a diferença é que a com aura, antes de se instalar a dor, o paciente tem alterações visuais, como luzes tremulantes, bolas escuras ou cobras luminosas, e pode até perder metade da visão (ver metade de uma pessoa, por exemplo) e alterações sensitivas, dormência só de um lado que começa na mão, vai para o antebraço, braço, a metade do rosto e metade da  língua, tudo progressivo, e a fase sensitiva e visual pode durar de dez a 40 minutos.

Importante: as mulheres acometidas pela enxaqueca com aura não podem usar anticoncepcional combinado (ou seja, que contém progesterona e estrogénio). Elas devem usar os que são compostos só de progesterona além de não poderem fumar porque aumenta o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e trombose.

• Cefaleia tensional: é a mais comum de todas. Apresenta dor moderada e acontece de vez em quando porque a pessoa dormiu pouco, trabalhou muito, ou consumiu bebida alcoólica em excesso. e a dor cede com qualquer analgésico (paracetamol. por exemplo). A dor se localiza em peso na nuca ou na cabeça toda e sua intensidade pode ser moderada.

• Cefaleia em salvas: é a pior dor de cabeça que existe e é mais comum em homens. É uma dor que acomete, geralmente, pessoas tabagistas. A dor é lancinante, muito forte, insuportável como se o ferro em brasa perfurasse o cérebro. Ela pega um lado só da cabeça e em cima dos olhos, que lacrimejam; a pálpebra cai e o nariz também entope. Pode durar até três meses, cada crise pode ter de 15 a 180 minutos e o paciente pode ter até oito crises por dia se não estiver sendo tratado. E a dor não melhora com repouso.

Não existe tratamento preventivo para essa cefaleia. mas há tratamento abortivo para cessar a dor e tirar o paciente da crise, pois se trata de uma dor sazonal, que pode ocorrer de uma a duas vezes por ano. Para se ter uma ideia, essa cefaleia já foi conhecida como cefaleia suicida porque pacientes tentaram se matar com o intuito de dar fim às dores.

 

INCIDÊNCIA NA POPULAÇÃO

Além da dor de cabeça, o Dr. Sallem, do hospital Villa-Lobos,  salienta que o acometido pode ter ainda, durante uma crise, náuseas, vômitos, mal-estar, sintomas disautonômicos, como diarreia ou sudorese em casos mais intensos, fotofobia e fonofobia no caso da enxaqueca, etc.

“Algumas cefaleias secundárias podem vir acompanhadas de alteração visual (glaucoma), rigidez de nuca (meningite e hemorragia subaracnoide), sinal focal (isquemia ou hemorragia cerebral), edema de papila (hidrocefalia aguda e hipertensão intracraniana).”

Segundo o neurologista, a incidência da doença na população varia conforme o tipo. “No caso da enxaqueca, provavelmente por fatores hormonais sexuais, as mulheres são de duas a três vezes mais afetadas do que os homens. A cefaleia tensional pode acometer ambos os sexos, ligeiramente mais os homens.  Já a cefaleia em salvas ocorre quase duas vezes mais em homens.”

Com relação às cefaleias secundárias, não há distinção de frequência entre sexos. “Em torno de 75% a 90% da população adulta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sofre com cefaleia Apesar da tensional responder pela maior parte dos casos totais, a enxaqueca responde pela maior parte dos casos vistos em serviços médicos. A enxaqueca responde por 20% das cefaleia em adultos”, alerta o Dr. Sallem.

Porém, não é porque a dor de cabeça é comum que o paciente não precisa investigar suas causas, como alerta o Dr. Aires, do Hospital Santa Catarina (SP). “Os sinais de alerta começam quando a dor é diferente da usual (nunca teve na vida) ou é uma dor repentina e muito forte. Também é bom procurar um especialista quando a dor acontecer mais de uma vez por semana.”

 

MITOS E VERDADES: Existem alguns mitos e verdades muito interessantes em torno desse tema:

MITOS

• Criança não tem enxaqueca: elas também podem sofrer com dor de cabeça devido a muito esforço, falta de sono, má alimentação. Os gatilhos comuns para adultos atuam da mesma forma no organismo das crianças.

• Cefaleia forte é enxaqueca: enxaqueca pode ser de moderada a forte intensidade, mas há muitas condições, muitas delas graves, que podem produzir cefaleia intensa.

• Enxaqueca crônica não tem tratamento: embora a doença não tenha cura, sempre é possível tratá-  la, espaçando a ocorrência de crises e amenizando a intensidade dos sintomas. Para tanto, é necessário um seguimento profissional com orientações dirigidas para cada caso

• Os medicamentos analgésicos para dor de cabeça podem ser tomados livremente: o uso indiscriminado de analgésicos em médio e longo prazo gera efeito rebote, requerendo o consumo de mais medicamento, com consequente aumento das crises e de sua intensidade.

• A toxina botulínica cura a enxaqueca crônica:  embora se mostre como um tratamento eficaz para a prevenção das crises e da intensidade dos sintomas, assim como os medicamentos orais (betabloqueadores, antidepressivos e neuromoduladores), a toxina botulínica não cura a doença.

• Dor de cabeça crônica pode ser aneurisma cerebral: aneurisma cerebral pode levar a sintomas, quer seja por compressão de estruturas adjacentes e, neste caso, levaria a sinais focais, como perda de visão, fraqueza e alterações de fala, ou quando de sua ruptura, ocasionando cefaleia de intensidade insuportável, de inicio súbito, caracterizando a hemorragia subaracnoide.

• Dor de cabeça crônica significa sinusite: smusite produz cefaleia em ataques de agudização da infecção, com febre, dor facial e secreção nasal amarelada ou esverdeada. As sinusopatias, ou espessamento de mucosa nasal, raramente produzem cefaleia.

VERDADES

• A enxaqueca pode ser hereditária: sim, a enxaqueca pode ser hereditária, ou seja, herdada de pais para filhos. Tal fato faz com que muitas pessoas acreditem que sofrer com o problema é normal. Porém, sentir dor nunca é normal e ela pode ser tratada.

• Mulheres são mais acometidas por enxaqueca crônica: embora muitas das causas da enxaqueca não estejam definidas, é fato que existe um volume maior de mulheres acometidas pela doença, o que leva a indicações de fatores hormonais.

• Hábitos saudáveis amenizam os sintomas da enxaqueca crônica: uma vez que os pontos de gatilho das crises de enxaqueca estão diretamente relacionados aos hábitos de vida. manter uma rotina de alimentação e atividades físicas equilibradas favorece a qualidade de vida de quem sofre com a doença. Além disso, complementar esses hábitos com psicoterapia comportamental direcionada para dor, acupuntura, técnicas de relaxamento, hidroginástica, atividade física de relaxamento (ioga, pilates) e massagem são excelentes alternativas que podem ajudar no alivio da dor e até atuar como preventivos.

• O abuso de analgésicos pode levar a piora da dor: o abuso de analgésicos, especialmente em enxaqueca, pode desestruturar os mecanismos endógenos de compensação de dor. além de causar anormalidades bioquímicas que podem levar à cronificação da cefaleia.

• Alimentos podem desencadear dor de cabeça: alguns alimentos, como chocolate, café, doces, gorduras, embutidos, podem levar, através de mecanismos bioquímicos, por substâncias presentes em suas fórmulas, ao início ou à piora de uma cnse de enxaqueca.

 

Fontes neurologista do Hospital Villa-Lobos, da Fede D’Or São Luiz, Dr Flávio Sekeff Sallem; e médica neurologista, membro titular e vice-coordenadora do departamento cientifico de cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Dra. Celia Roesler

 

Por Vivian Lourenço

 

Veja a matéria completa aqui.

Oito coisas que você provavelmente não sabia sobre lúpus

1. Médicos costumam dizer que é como se o lúpus não fosse só uma doença, mas várias.  O lúpus é uma doença autoimune sistêmica. O que isso significa? Ouvido pelo BuzzFeed Brasil, Marcelo Pavan Paiva, reumatologista do Hospital Villa-Lobos, da Rede D’Or São Luiz, explica que em doenças autoimunes o sistema de defesa do corpo passa a reconhecer partículas e células dele mesmo como se fossem estranhas e deflagra uma reação contra essas células. “O significado de ser sistêmica é que pode acometer todos os sistemas do organismo, ela não fica restrita a um órgão, tecido ou sistema só”, diz Marcelo. É por esse motivo que lúpus pode parecer mais de uma doença ao mesmo tempo.

2. Geralmente os pacientes buscam ajuda por apresentarem manchas na pele, principalmente no rosto, que pioram com o sol, além de sentirem dores articulares e febres.  São algumas pistas, mas o diagnóstico é difícil e depende de uma série de exames, geralmente de sangue. “Normalmente a pessoa chega na consulta com eritema facial e dores articulares e daí você vai fazendo exames sugestivos e conclusivos. Você leva em conta o quadro clínico e os exames alterados”, diz Paulo Olzon Monteiro da Silva, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em entrevista ao BuzzFeed Brasil. Quando um paciente com estes sintomas vai ao ambulatório ou ao pronto socorro ele pode até receber ajuda médica para aliviar os sintomas, mas deve ser encaminhado para um reumatologista.

3. As manifestações de lúpus são tão variadas que dois pacientes podem ter a doença com sintomas completamente diferentes.  Existem dois tipos de lúpus. O lúpus eritematoso discoide é cutâneo e se restringe a pele e couro cabeludo. Já o lúpus conhecido como LED, o lúpus eritematoso disseminado ou sistêmico, pode acometer diversas partes do corpo, como cérebro, coração, pulmão, rins, aparelhos digestivos, o sistema hematológico (o sangue), articulações, além de também contar com manchas na pele. Mas não existe uma regra de quais deles podem ser acometidos ou de que forma – e algumas podem ser, inclusive, assintomáticas. “O lúpus é polimorfo e tudo depende do lugar que atinge, mas ele pode atingir mais de um setor e de várias formas”, explica Paulo Olzon. “A gente pode ter um paciente com lúpus com artrite, anemia e alterações laboratoriais, e outro com lesão de pele e nefrite. Também é lúpus, mas com sistemas diferentes”, diz Marcelo Pavan.

4. Até este momento não descobriram por que as pessoas têm lúpus.  Houve uma suspeita anos atrás de que a doença fosse provocado por vírus, mas segundo o infectologista ela não se comprovou. Também foi descartado que seja uma doença de ordem genética, segundo Paulo. O que se sabe é que o lúpus costuma ser mais frequente em pessoas de pele branca, especialmente em mulheres em idade fértil, e que outras doenças também podem ajudar a desencadear o lúpus. O que não quer dizer que pessoas fora destes grupos não possam ter a doença.

5. Existe a possibilidade de mulheres com lúpus serem mães.  Exatamente porque o lúpus costuma acometer mulheres em idade fértil, engravidar enquanto a doença está ativa traz muitos riscos. Mas uma vez que a doença esteja em remissão e a mulher não esteja tomando medicamentos entre seis meses e um ano, existe a possibilidade da gestação, explica o reumatologista Marcelo. A decisão, é claro, precisa ser pensada também em conjunto com o ginecologista.

6. O nome lúpus vem de uma lesão na face comum da doença que faz lembrar um lobo.  Como já explicamos neste post, o lúpus pode dar lesões na pele, especialmente em regiões expostas ao sol, como no rosto. Esta mancha comum ao rosto costuma ter a forma de uma asa de borboleta, mas também pode ser considerada uma mancha similar ao desenho da face dos lobos – e é daí que vem o nome da doença, explica o especialista Paulo Olzon.

7. O lúpus ainda não tem cura, mas é uma doença que pode ser controlada.  Por enquanto, o lúpus não tem cura. Mas, segundo o reumatologista Marcelo, o tratamento do lúpus se revolucionou e melhorou muito nas últimas décadas e os pacientes conseguem ter uma qualidade de vida muito boa, até mesmo nas formas mais graves da doença. O médico explica que existem remédios que ajudam a induzir a remissão, a ausência de sintomas e que evitam ataques autoimunes. “Em uma porcentagem significativa em remissão a pessoa pode até tirar o remédio”, diz o médico.

8. Pode ser lúpus sim.  Caso você seja fã do seriado “House”, certamente já ouviu a expressão “não é lúpus”. “É um brincadeira, porque o que a gente fala para os alunos é que sempre pode ser lúpus”, diz Marcelo. Como é uma doença que pode se manifestar em vários órgãos, sempre pode haver a suspeita da doença. A estimativa é que cerca de 5 milhões de pessoas no mundo tenham a doença, segundo a Lupus Foundation of America. “Quando falamos que é uma doença rara, as pessoas não pensam no diagnóstico. Mas ela não é rara, é apenas incomum”, afirma Marcelo.

 

Publicado em BuzzFeed em 27/09/2016

 

Confira a matéria no link da BuzzFeed

Quanto peso é possível perder após fazer a redução de estômago?

Quem se submete a esse procedimento elimina, em média, 70% do excesso de peso, afirma Guilherme Kappaz, cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Villa Lobos (SP). “A meta é atingida desde que a pessoa cumpra o protocolo multidisciplinar, que envolve a prática de atividades físicas, dieta balanceada específica e acompanhamento psicológico”, ressalta Kappaz.

por Evelyn Cristine

 

Confira no link: http://dietaja.uol.com.br/quanto-peso-e-possivel-perder-apos-fazer-a-reducao-de-estomago-2/#

Sífilis: doença silenciosa

A sífilis pode não ser percebida pelo paciente, que a transmite sem saber; a incidência de casos tem aumentado no Brasil Uma feridinha que passa despercebida pode ser o sinal de sífilis, doença sexualmente transmissívelque pode causara morte e tem crescido no Brasil.

“Esse aumento provavelmente se deve ao não uso de preservativo, por relaxamento dos cuidados da população e pela redução de campanhas de orientação e de importância dos cuidados”, explica Cláudio Roberto Gonsalez, infectologista do Hospital Villa-Lobos.

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Sífilis 2015,foram 21.382 grávidas diagnosticadas em 2013, sendo 1.863 em 2005 —elas têm de fazer o exame durante a gestação. Já as outras pessoas, por não desconfiarem da doença, não fazem testes nem buscam tratamento. “A bactéria causadora, a treponema pallidum, pode permanecer por décadas no corpo de uma pessoa, progredindo para estágios mais avançados, sem despertar muitos sintomas”, diz Mário González, presidente do Departamento de InfectologiadaAPM (Associação Paulista de Medicina).

O tratamento da doença é feito com penicilina. Quanto antes a sífilis for descoberta, menor a probabilidade de sequelas para o paciente. “As lesões no coração e no sistema nervoso central param de progredir, mas os danos permanecem”, descreve González.

Estágios da doença

Sífilis primária

  • Ferida no local de entrada da bactéria (pênis, vagina, ânus, boca etc.). Tem a base dura e, em geral, não contém pus. A lesão desaparece espontaneamente em semanas, mas a sífilis continua evoluindo. Podem surgir caroços na virilha
  • Aparece entre dez e 90 dias após a exposição sexual. Não dói, não coça e não arde.

Sífilis secundária

  • Manchas e feridas no corpo, principalmente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. Pode causar febre, caroços e dores.
  • Os sinais aparecem entre seis semanas e seis meses após a ferida inicial. Não coça.

Sífilis latente

  • Não há sinais ou sintomas.
  • É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção).
  • Aparece entre a secundária e a terciária, mas o período é bastante variável.

Sífilis terciária

  • Pode surgir de dois a 40 anos após o início da infecção.
  • Costuma apresentar lesões cutâneas, ósseas, cardiovascülares e neurológicas, podendo levar à morte.
Hospital Villa Lobos - Doenças Silenciosas

Fonte: Cláudio Roberto Gonsalez, infectologista do Serviço de Controle de infecções Relacionadas á Assistáncia â Saúde doHospital Villa-Lobos; e Mário González, presidente do Departamento de infectologia da APM (Associação Paulista de Medicina)

 

Por Laís Oliveira

Jet lag: veja como evitar os sintomas causados por viagens longas

Longas viagens podem causar ao corpo muito mais que ansiedade para chegar ao destino. A mudança repentina de fuso horário e o espaço apertado dentro de um avião acabam desorientando o ritmo cotidiano natural, trazendo problemas que vão além do cansaço, fadiga ou mal-estar.

O chamado jet lag traz todos estes desconfortos, especialmente em viagens ao exterior. “Se nós viajamos através de um número de fusos horários e experiência de luz e escuridão contrária aos ritmos a que estamos habituados, o nosso relógio biológico ficará fora de sincronia”, explica o médico Carlos Kopke, do Centro de Qualidade de Vida (CQV), de São Paulo.

Principais causas

Especialistas dizem que existe uma ligação entre os níveis de oxigênio e a maior susceptibilidade ao jet lag. “Pressão de ar da cabine de um avião é muito mais baixa do que ao nível do mar, o que significa que a quantidade de oxigênio que chega ao cérebro pode ser menor quando se está voando. Isto pode nos deixar um pouco letárgico, resultando em um maior risco de sintomas do jet lag”, analisa o médico.

Para outras pessoas, apenas a diferença de fuso horário de duas ou três horas é suficiente para ter fadiga da viagem. Outras sentem diretamente a falta da luz solar, que regula a melatonina e ajuda a sincronizar as células do corpo em relação ao sono.

“E é isso que é o jet lag, a dessincronização entre o ciclo dia-noite externo e o ritmo circadiano interno. Isso acontece por conta dos hormônios que são regulados pela intensidade de luz que nos chega através dos olhos e por conta de modificações muito rápidas nos fusos horários”, define Flávio Sekeff Sallem, neurologista do Hospital Villa-Lobos.

Sintomas percebidos

Os sintomas de jet lag dependem de vários fatores e podem ter intensidades diferentes de pessoa para pessoa. O número de fusos horários percorridos, idade, estado de saúde e consumo de alimentos e álcool durante o voo também são fatores que influenciam o corpo na chegada ao destino.

Entre as manifestações do jet lag está a insônia, com dificuldade de iniciar ou manter o sono. Dores e cabeça e no corpo além de náuseas, irritabilidade e ansiedade também caracterizam o jet lag. Estes efeitos se agravam em viagem de oeste para leste, como por exemplo, do Brasil para a Europa. No caso da volta, os sintomas costumam ser menores.

Como reduzir os efeitos?

O médico Carlos Kopke afirma que algumas atitudes tomadas antes de viajar pode diminuir os sintomas do jet lag. São elas:

  • Chegar cedo ao aeroporto para ter de realizar os procedimentos de embarque e evitar estresse;
  • Descansar bem antes da viagem;
  • Ajustar a programação antes de sair de casa: se a pessoa está viajando para o leste, tentar ir para a cama uma hora mais cedo a cada noite por alguns dias antes da partida.

Ou ir para a cama uma hora mais tarde por várias noites, se você está voando a oeste. Se possível, fazer refeições mais perto do tempo que você vai comer no seu destino;

  • Regular a exposição à luz brilhante;
  • Tentar incluir a nova programação antes de sair, ajudando o relógio para o novo tempo;
  • Mantenha-se hidratado, bebendo muita água antes, durante e depois de seu voo para neutralizar os efeitos de desidratação de ar da cabine seca;
  • Tentar dormir no avião, especialmente quando já é noite no seu destino. Tampões, fones de ouvido e máscaras para os olhos podem ajudar a bloquear o ruído e a luz;
  • Procure levantar de uma em uma hora durante o voo. Alongue-se e faça caminhadas pelos corredores do avião.

por Jessica Krieger

Confira no link: http://arevistadamulher.com.br/dicas/content/2270694-jet-lag-veja-como-evitar-os-sintomas-causados-por-viagens-longas

Hospital Villa-Lobos amplia ambulatório e pronto-atendimento

O Hospital Villa-Lobos, referência no bairro da Mooca, passa por mudanças estruturais e ampliação de atendimento à população. Um ano depois de ser integrado à Rede D’Or São Luiz, maior grupo de hospitais privados do país, inaugurou novo Centro Médico Ambulatorial e está adaptando seu pronto-socorro para o modelo Smart Track.

Seguindo os planos de crescimento e expansão da Rede, com objetivo de melhorar o atendimento de saúde, o novo Centro Médico Ambulatorial ampliou de seis para 12 consultórios com modernas instalações, ambiente acolhedor e equipes multiprofissionais, dobrando sua capacidade de atendimento para 12 mil pessoas por mês. Localizado em um prédio próximo ao hospital, atende mais de 20 especialidades médicas, entre elas clínica geral, urologia, ortopedia e ginecologia.

No pronto-socorro será implantado o modelo de atendimento Smart Track, desenvolvido pela Rede D’Or São Luiz e caracterizado por ser um sistema ágil de primeiro atendimento, no qual o paciente passa por uma rápida triagem ainda na abertura da ficha e é levado imediatamente para o box de atendimento, onde é avaliado por diferentes profissionais, desde a admissão até a reavaliação, aumentando a efetividade do diagnóstico e tratamento.

“A adaptação estrutural está em processo de finalização, mas o conceito já está instalado no nosso PS. Esse é somente o início de diversas mudanças e reformulações que reforçará ainda mais a qualidade já existente no Hospital Villa-Lobos. Novidades e melhorias estão por vir”, informa dr. Flavio Akira Sakae, diretor da unidade.

Serviço – Centro Ambulatorial
Endereço: Rua Fernando Falcão, 1222 – Mooca
Horário de atendimento: de segunda a sexta, das 7h às 19h.
Agendamentos de consultas: (11) 3040-9260

Palestra gratuita: Anemia vira Leucemia?

O Hospital Villa-Lobos promove o Ciclo de Palestras à Comunidade, trazendo temas e discussões de diversas áreas da saúde, promovendo bem-estar, prevenção e qualidade de vida. As palestras são gratuitas e ministradas por renomados médicos da unidade.

Vagas limitadas!

Próxima palestra
Tema: Anemia Vira Leucemia? Quando encaminhar ao Onco-Hematologista Infantil
Especialista: Dr. Sérgio Perlamagna
Data: 18/05/2016, às 19h30
Local: Auditório – Rua do Oratório, 1329, Mooca
Inscrições pelo e-mail: priscila.corda@saoluiz.com.br

Baixa umidade relativa do ar pode prejudicar a visão

Os dias secos são mais frequentes no outono e no inverno e podem ser prejudiciais para a saúde dos olhos, saiba como proteger sua visão

Com o enfraquecimento do El Niño, o outono e o inverno de 2016 tendem a ser mais próximos do normal. “Ou seja, os períodos chuvosos devem diminuir cada vez mais e consequentemente o tempo fica mais seco e a umidade relativa do ar cai em muitas cidades”, explica a técnica em meteorologia da Somar, Patricia Vieira.

De acordo com o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), os meses mais secos do ano ocorrem durante o outono e o inverno, nas cidades localizadas na região central do país. E segundo Patricia, quando se tem muitos dias de tempo seco, o ar também tende a ficar mais poluído, e essa mistura pode representar riscos à saúde. “Nesta época, é comum pessoas apresentarem reações alérgicas oculares e síndrome do olho seco por conta da maior evaporação da lágrima e o ressecamento das mucosas”, conta o oftalmologista do Hospital Villa Lobos, Henock Altoé.

“A alergia ocular provoca inflamação das córneas e da conjuntiva, a membrana que reveste a parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras. Em casos mais graves, pode provocar lesões e úlceras e até a perda irreversível da visão”, explica Altoé.

De acordo com o especialista, algumas atividades podem aumentar a propensão a esses casos, como o uso de cremes e maquiagem, ambientes com ar condicionado, principalmente se não estiverem bem higienizados, e atividades que passam muito tempo em frente ao computador ou no trânsito.

Cuide-se

Para evitar o ressecamento, o oftalmologista recomenda o uso de umidificadores de ar. Lavar o rosto também é uma prática que pode ajudar a manter os olhos hidratados.

A higienização ocular e das mãos é essencial, mas ainda assim, é importante evitar o contato dos dedos com os olhos, já que este ato pode causar lesões ou micro lesões na superfície ocular, facilitando a penetração de micro-organismos.

Secou?
O uso de colírio é liberado, mas atenção com os colírios voltados para medicação. “Alguns compostos vendidos nas farmácias são específicos para doenças oculares, como antibióticos e devem ser utilizados apenas sob prescrição médica, pois o uso indiscriminado pode acarretar em doenças como glaucoma e catarata”, avisa Altoé.

E claro, se os sintomas persistirem, procure um oftalmologista, para auxiliá-lo no diagnóstico e tratamentos corretos.

Por Monique Gentil

 

Confira no link: http://www.tempoagora.com.br/bem-estar/baixa-umidade-relativa-ar-pode-prejudicar-visao/

Rede D’Or adquire Hospital Villa-Lobos

A Rede D’Or São Luiz informa que, após sua aquisição, o Hospital Villa Lobos faz parte agora da maior rede independente de hospitais privados do Brasil. O hospital passa por fases de integração que proporcionará uma sinergia importante para ambas as partes, visando atender os pilares de gestão do grupo que são a alta qualidade técnica dos serviços prestados, a qualidade percebida pelos seus clientes e o foco no resultado.

Fundada em 1977, a Rede D’Or São Luiz possui forte presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco. O grupo opera com 31 hospitais próprios ou em parcerias, além do Instituto D’Or de pesquisa e ensino, clínicas de oncologia, um hospital sob gestão e três em construção . São 31 mil funcionários e 87 mil médicos credenciados, que fazem anualmente 2,7 milhões de atendimentos de emergência, 150 mil cirurgias, 25 mil partos e 220 mil internações.

Em São Paulo, fazem parte do grupo as unidades do Hospital e Maternidade São Luiz (Itaim, Morumbi, Anália Franco e Jabaquara) e o Hospital da Criança, no Jabaquara. No ABC Paulista o grupo está presente com o Hospital e Maternidade Brasil, em Santo André, Hospitais Assunção e IFor, ambos em São Bernardo do Campo, e o Hospital São Luiz de São Caetano do Sul (em construção). Faz parte do grupo também o Hospital e Maternidade SinoBrasileiro, em Osasco, e o Hospital viValle, em São José dos Campos.